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220 executivos e líderes de Supply Chain, Planejamento e Tecnologia se reuniram em São Paulo, no dia 21 de outubro, no W São Paulo, para a quarta edição do o9 Connect Brasil. Em um dia dedicado à inteligência artificial agêntica, a mensagem que atravessou todas as sessões foi a de que a IA acelera o planejamento, mas quem decide continua sendo o ser humano. Entre demonstrações ao vivo, cases com números reais e um painel de conselheiros e C-Levels, os destaques mostram como empresas de diferentes setores estão transformando dados em decisões mais rápidas e reduzindo o vazamento de valor.
Keynote de Abertura
Um evento sobre IA que começa defendendo as pessoas. Gabriel Vasconcellos, SVP Sales & GM LATAM da o9 Solutions, abriu o dia com um recado direto: quanto mais poderosa a tecnologia, maior a responsabilidade de quem decide. Os cases apresentados ao longo da tarde, segundo ele, mostram o que acontece quando empresas colocam a IA a serviço do julgamento humano, e não no lugar dele.
“Na era em que vivemos, ter o ser humano na tomada de decisão nunca foi tão importante.”
Gabriel Vasconcellos
SVP & GM Latam, o9 Solutions
APEX: A Próxima Evolução do Modelo Operacional
Decidir devagar custa caro. Segundo Gabriel, uma empresa de bens de consumo de cerca de R$ 10 bilhões pode perder de R$ 200 milhões a R$ 400 milhões por ano em valor, simplesmente porque o ambiente de negócios ficou mais volátil do que a capacidade de decisão. A resposta da o9 é o APEX, metodologia que une tecnologia, pessoas e processos em dois ciclos conectados: um ágil, que monitora o mercado, analisa, decide e executa, e outro adaptativo, que aprende com cada decisão e evolui o modelo operacional.
O diferencial está na tecnologia neurossimbólica. Modelos de linguagem funcionam como interface, mas os cálculos ficam com algoritmos de machine learning e otimização, porque um modelo que acerta “na maioria das vezes” não basta para decisões críticas, como lançar um produto. Na demonstração, a plataforma detectou o lançamento de um concorrente, simulou cenários e recomendou combinar um novo produto com ajuste de preço, e a decisão se espalhou pelos sistemas da empresa. Antes, entender o impacto levava quatro meses. Gabriel antecipou ainda que a o9 lança no próximo ano world models que mapeiam a cadeia estendida das empresas.
“O modelo operacional precisa estar sempre em evolução e melhoria contínua, porque o mundo está mudando.”
Gabriel Vasconcellos
SVP Sales & GM LATAM, o9 Solutions
Aprenda e Evolua Continuamente com o Post-Game Analysis da o9
Todo planejador conhece o problema: quando finalmente se descobre por que o plano desviou, o ciclo seguinte já está andando. O Post-Game Analysis resolve isso respondendo, em segundos, o que aconteceu, por que aconteceu e o que fazer para não repetir. Na demonstração ao vivo, Ana Abreu, Diretora Sênior de Solutions Consulting da o9, mostrou que o mesmo excesso de estoque pode ter causas completamente diferentes de um produto para outro, e que tratar todos do mesmo jeito só cria um novo problema.
O diagnóstico também expôs um incômodo conhecido de qualquer planejador: mexer no número do forecast nem sempre ajuda. A plataforma compara o resultado do sistema com o do usuário e mostra onde a intervenção humana agrega valor e onde só atrapalha, liberando o time para as categorias em que o modelo ainda precisa de apoio. Segundo Ana, isso muda a conversa com a liderança: em vez de pressionar o forecast para caber na meta, o debate passa a ser o que fazer de diferente para fechar o gap. E para começar não é preciso ser cliente: o o9 PGA, primeiro passo da jornada APEX, já está disponível e roda com planilhas em Excel ou CSV, com os primeiros insights em uma ou duas semanas.
“Quando chegávamos à resposta do que tinha desviado do plano, já estávamos no meio de um novo ciclo, e não dava tempo de aprender.”
Ana Abreu
Diretora Sênior de Solutions Consulting, o9 Solutions
ZAMP & Arpier: Cada Loja, Todos os Dias — Uma Jornada de Transformação Digital Impulsionada por IA
Imagine 780 lojas, 112 itens por pedido e 176 mil decisões por semana. Foi esse o desafio que a ZAMP, dona das operações de Burger King, Popeyes, Starbucks e Subway no Brasil, decidiu enfrentar ao levar o planejamento até a ponta, com apoio da Arpier. O resultado: ruptura 32% menor, tempo de pedido 30% menor, acuracidade do forecast 20% maior e custos de transporte 23% menores.
Para o gerente, a mudança é concreta. Antes, com um sistema que não dava todos os insumos para decidir, muitos gerentes acabavam planejando o pedido na mão, no caderno, o que tomava tempo que deveria ir para a operação. Hoje, o pedido é feito dentro do sistema que ele já usa no dia a dia e fica pronto em cerca de cinco minutos, com a quantidade sugerida pela o9 já calculada. Cerca de 70% do pedido de cada loja, algo como 80 dos 112 itens, é aceito sem edição, e o gerente só ajusta o que depende de particularidades do dia, como uma contagem ou a rotina da loja. O tempo que sobra volta para o que realmente importa: cuidar da operação, da equipe e do cliente.
“Aqui na ZAMP temos uma missão muito clara: desonerar a vida do gerente para que ele possa focar cada vez mais na operação.”
Brenda Carolyne de Souza
Product & Project Coordinator, ZAMP S.A.
Um Dia no Planejamento da M. Dias Branco: Demanda e DRP na Prática
Como planejar uma operação com 7 moinhos, 15 fábricas, 26 CDs e mais de 140 mil clientes? A M. Dias Branco começou pelas maiores dores, o início (Previsão de Demanda) e o fim da cadeia (DRP), e colocou no ar ambas capabilidades antes do prazo. O ciclo de demand planning caiu de 10 para 7 dias, e a assertividade saiu de cerca de 65% para acima da meta de 72%, chegando a 80%. No DRP, antes feito em planilhas pelas regionais, a aderência à política ideal de estoque subiu 12% e a ruptura caiu 19%.
O ganho mais valioso, porém, foi a mudança de papel: planejadores que antes consolidavam dados agora analisam cenários e decidem. A empresa segue com MPS, demand sensing, política de estoque e IBP, com entrega prevista até o fim de 2027.
“Nós começamos pelo início e pelo fim da cadeia porque eram as nossas maiores dores, e isso mostra a flexibilidade que a o9 permite para implantar em módulos separados.”
Juliana Dutra
Gerente de Transformação Digital / COE, M. Dias Branco
Construindo Empresas Ágeis e Adaptativas: Uma Conversa de C-Levels
Quem responde quando a IA erra? Foi a pergunta central do painel com Andrea Salgueiro, Marina Viana e Jonas Laurindvicius, do o9 Executive Council. Para Andrea, a resposta é uma regra de ouro: o algoritmo recomenda, mas a responsabilidade é do líder. Ela propôs uma matriz de risco, com mais autonomia onde o erro custa pouco e auditoria rigorosa onde a decisão é difícil de reverter, e defendeu uma cultura que reconheça quem identifica falhas dos sistemas.
Marina Viana, CEO Nova Health Journey e Former CEO GE HealthCare Brasil, trouxe um alerta prático: se as alçadas de aprovação não acompanharem a velocidade da IA, a tecnologia só cria burocracia. E Jonas Laurindvicius, conselheiro e ex-CEO da DPSP, lembrou que a pergunta já não é se a empresa vai adotar a IA, mas quando, porque o concorrente vai adotar. Segundo ele, o primeiro erro é comprar tecnologia por modismo: antes de adotar, é preciso entender se a cultura da empresa está preparada, e a cultura real é a que não está escrita, mas é praticada.
“Empresa ágil não é a que implementa na pressa, e sim a que entende qual é a dor de negócio que precisa responder.”
Andrea Salgueiro
Former-CEO Whirlpool, Chair of the Board Ypê, o9 Executive Council
A Jornada para um Planejamento Integrado no Varejo de Moda
Ter fabricação própria de metade do que é vendido nas lojas é um diferencial competitivo, mas só se o planejamento acompanhar. A Riachuelo apostou nisso: com fábricas próprias, ciclos de quatro semanas para itens fashion e repetições de best-sellers em 45 dias, a varejista usa a o9 na base da pirâmide de coleção, onde estão os essenciais, que respondem por cerca de 70% do faturamento. Francisco Zorzo, Diretor de Supply Chain, contou que a empresa deve ser a primeira de moda com uma ferramenta de planejamento integrada à fábrica.
A empresa decidiu começar pelo supply planning, onde estava a maior dor, em vez de tentar resolver tudo de uma vez. O primeiro go-live acontece em 15 de janeiro, e a fábrica entra oito meses depois, com a produção priorizada pelo lucro gerado e o planejamento passando de mensal para semanal.
“Responsividade no varejo é transformar dados e sinais de consumidor e mercado em decisões rápidas.”
Francisco Zorzo
Diretor de Supply Chain, Lojas Riachuelo
Client Awards
O dia terminou com a premiação de quem está na fronteira da transformação. A Natura foi reconhecida como “Global Pioneer in their Industry” por substituir seu sistema de planejamento de supply em tempo recorde enquanto implantava, em paralelo, um novo ERP. A M. Dias Branco recebeu o prêmio de “The Benchmarkable Company” em execução, adoção e geração de valor. E a ZAMP foi premiada por “Transformation Growth Excellence”, com pelo menos dois go-lives relevantes por ano desde 2023.
Obrigado por fazer parte
A o9 Solutions agradece a todos os clientes, parceiros e participantes que tornaram o o9 Connect Brasil 2026 um dia de aprendizado e conexões, e aos patrocinadores, em especial à Arpier e Accenture, patrocinadores Ouro, e à Alvarez & Marsal, patrocinador Bronze. Os cases deste ano mostram que a transformação do planejamento já está acontecendo no Brasil, e que os líderes que decidem melhor são os que combinam tecnologia, governança e pessoas preparadas.
Quer experimentar o o9 Digital Brain na sua organização? Agende uma demo com um especialista da o9 ou conheça o o9 PGA em o9solutions.com/br/post-game-analysis. E fique de olho: a próxima edição do o9 Connect Brasil já está a caminho.

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Sobre os autores

The Editorial Team, o9
A multidisciplinary collective of editors, strategists, technologists, and former executives with experience across Fortune 500 companies and top consulting firms. Grounded in o9’s mission to help enterprises make faster, better decisions through the power of AI-driven planning and execution software, the team shares clear, practical insights on digital transformation, supply chain, and enterprise planning to support business leaders in navigating complexity and driving change.
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